Se você cursou a disciplina de Geologia Geral, apenas isso não te faz geólogo.
Se você cursou a disciplina Introdução à Geofísica, isso também não te faz geofísico.
Estar a mais de 3000 metros de altitude, no Passo del Madriccio (na fronteira entre o Vale Martello e o Vale da Solda, na Itália), é uma experiência impressionante. À primeira vista, quem olha para essas montanhas enxerga apenas um cenário imponente de rochas expostas, neve e vento constante. Mas debaixo dos meus pés acontece um dos fenômenos mais críticos, complexos e invisíveis do nosso planeta: o
colapso do permafrost alpino.
Neste post, quero compartilhar com vocês os bastidores dessa missão de campo geofísica e explicar por que entender o permafrost é crucial para a geologia, a geofísica e a engenharia moderna.
Afinal, o que é o Permafrost Alpino?
Existe uma confusão muito comum de achar que permafrost é uma geleira exposta. Não é.
O permafrost é o solo, o cascalho ou a rocha que permanece congelado, a 0 °C ou temperaturas ainda menores, por pelo menos dois anos consecutivos. Na prática, ele funciona como um verdadeiro cimento invisível: a água infiltra nas fraturas da rocha, congela e consolida a estrutura de toda a montanha, mantendo paredes rochosas de centenas de metros de pé há milhares de anos. O fenômeno é puramente térmico.
O papel da rocha e a Crioclastia
A geologia local do Passo del Madriccio faz parte de uma unidade tectônica composta por rochas metamórficas, como micaxistos, quartzitos e gnaisses. Essas rochas apresentam uma foliação marcada, ou seja, planos paralelos de fraqueza.
Quando a água entra nesses planos e congela, ocorre o fenômeno da crioclastia (ou congelamento e degelo):
A água líquida entra nos poros e fraturas da rocha.
Ao congelar, o gelo se expande cerca de 9% em volume.
A pressão exerce uma força massiva sobre a rocha, fragmentando-a em cascalhos (debris) que alimentam os rock glaciers.
Os "Rios de detritos": Rock Glaciers
Ao caminhar pela encosta, notam-se feições onduladas que parecem rios de pedras congeladas na paisagem. Esses são os rock glaciers.
Tratam-se de corpos de detritos rochosos que "surfam" sobre um núcleo interno de gelo, movendo-se alguns centímetros por ano.
Como identificas a atividade de um Rock glacier em campo?
Ativo:
Frente muito íngreme, instável e sem vegetação (indica movimento ativo e abundância de gelo interno).
Inativo/Fóssil: Frente de rampa suave, com rochas colonizadas por líquens (sinal de que o movimento cessou e o gelo interno está desaparecendo).
Em Madriccio, a transição de corpos ativos para inativos está se acelerando, revelando o derretimento do gelo interno.
O Efeito do Aquecimento Global
Os Alpes estão aquecendo cerca de duas vezes mais rápido que a média global. Com o aumento de quase 2 °C registrado na região desde a era pré-industrial, o permafrost profundo está entrando em uma fase isotérmica (próximo de 0 °C).
Quando a rocha atinge essa temperatura crítica:
O gelo perde sua resistência mecânica e sua capacidade de adesão.
A água de degelo satura o solo e lubrifica as fraturas.
A montanha perde a coesão e se transforma em uma potencial "bomba relógio".
O colapso do permafrost traz consequências diretas para a sociedade:
Desabamentos maciços de rochas e fluxos de detritos (debris flows) que ameaçam vilas e trilhas nos vales.
Instabilidade em estruturas de engenharia: Torres de teleféricos e estações de esqui construídas sobre o permafrost começam a inclinar.
Em alguns locais dos Alpes, engenheiros chegam a realizar injeções de nitrogênio líquido a mais de 100 metros de profundidade no solo para tentar re-congelar e estabilizar artificialmente as fundações, uma intervenção cara e complexa.
A Geofísica no Campo: Investigando o Invisível
Como o permafrost fica escondido no interior do maciço rochoso, a Geofísica é a nossa principal ferramenta para mapear e monitorar essa degradação. Métodos como a eletrorresistividade (ERT) nos ajudam a diferenciar visualmente rocha saturada com água doce de rocha congelada com alto teor de gelo.
Assista ao Vídeo Completo da Missão
Para ver de perto as paisagens do Passo del Madriccio, os glaciares de rocha e todos os detalhes explicados direto do campo, confira o vídeo que gravei para o canal:
Se você imagina a rotina de um geofísico apenas analisando dados em um escritório climatizado, os bastidores de um trabalho de campo nas montanhas do norte da Itália vão mudar completamente a sua visão.
Faltava aqui no blog um post de uma intensa jornada de aquisição de dados geofísicos em altitudes que desafiam o corpo e deslumbram os olhos. Quem vê as fotos bonitas das montanhas do norte da Itália não imagina o sufoco que é o dia a dia de um geofísico no campo. Hoje vou contar o relato exato do que aconteceu no nosso segundo dia de campanha. O que era para ser uma manhã normal de aquisição de dados virou uma verdadeira missão de resgate de equipamentos e veículos após uma tempestade avassaladora.
1. O Despertar na montanha e a Logística de Campo
Acordei cedo no hotel após uma noite curta (havíamos chegado muito tarde no dia anterior). Da janela do quarto, o som alto do rio logo abaixo já denunciava que muita água tinha descido durante a noite.
Tomei um café da manhã reforçado e comecei a preparar a mochila com um pressentimento de que o dia seria complicado: agasalho de frio, corta-vento para chuva, capacete (sertanejo) de segurança, notebook e meias reservas. A previsão indicava que uma tempestade severa chegaria por volta de 13h, então precisávamos correr contra o tempo.
Para chegar até a área onde estavam nossos equipamentos e os veículos de apoio (a Hilux e o Defender), tivemos que pegar dois teleféricos (funivia) e cruzar uma ponte tibetana suspensa. Lá de cima, a quase 3.000 metros de altitude, a realidade nos deu um soco no estômago.
A chuva da noite anterior tinha sido muito mais violenta do que prevíamos. Conforme subíamos, começamos a ver os estragos: a força da água havia destruído encostas e causado deslizamentos severos de terra e rocha. A estrada principal de acesso estava completamente interrompida por toneladas de detritos e lamas acumuladas. Era impossível passar normalmente.
Nossa missão principal mudou de foco: precisávamos acessar a área, recuperar os carros e movê-los para um local seguro antes que a tempestade da tarde piorasse tudo de vez.
Caminhando a pé pelos depósitos de detritos, passamos por cenários que pareciam um livro de geologia aberto, com dobras e falhas incríveis nas rochas, mas a atmosfera era de pura tensão. O gelo do verão estava derretendo rápido e, a cada poucos minutos, ouvíamos estrondos assustadores ecoando no vale: eram pequenas avalanches e desprendimentos de rocha acontecendo bem perto da gente.
Quando finalmente alcançamos as caminhonetes perto do refúgio, o desafio foi técnico e braçal. Tivemos que manobrar os veículos em um espaço curtíssimo, na beira de um penhasco assustador, desviando dos blocos de rocha e da lama que cobriam o caminho. Foi o famoso trabalho de muita paciência, tração 4x4 e precisão milimétrica para não perder os carros montanha abaixo.
Apesar do susto, do bloqueio da estrada e da neblina densa que começou a descer e apagar toda a visibilidade, conseguimos retirar os veículos da zona de risco e reposicioná-los em segurança. No caminho, ainda deu tempo de recolher uma amostra de rocha para a minha coleção (faço isso em todo campo no norte ou sul da Itália).
Esse dia foi uma prova real de como as mudanças climáticas estão intensificando os processos naturais nas montanhas. O que parecia uma estrada sólida ontem virou um rio de rochas hoje. Na geofísica, a gente planeja a coleta de dados, mas é a natureza quem dita as regras do dia.
No combate às mudanças climáticas, a captura e o armazenamento de dióxido de carbono (CO₂) surgem como estratégias fundamentais para reduzir os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera. Muito se fala em reflorestamento e energias renováveis, mas existe um processo natural — e menos conhecido — que ocorre em rochas específicas: a carbonatação. Esse processo transforma CO₂ em minerais estáveis no subsolo.
Entre as rochas capazes de realizar essa reação, a serpentinita se destaca. Presente em muitas regiões do mundo, como a Toscana italiana, essa rocha é rica em minerais como serpentina e magnetita, que reagem com o CO₂ e o transformam em magnesita (MgCO₃), um carbonato sólido. Esse mecanismo de sequestro geológico de carbono ocorre naturalmente, mas também pode ser reproduzido artificialmente através da injeção controlada de CO₂ em formações adequadas.
Antes de pensar em capturar CO₂ e injetá-lo no subsolo, é essencial procurar os locais certos. A geofísica é a ciência que torna isso possível. Por meio de métodos indiretos, ela permite investigar as propriedades físicas das rochas sem a necessidade de escavações.
Três técnicas se destacam nesse tipo de estudo:
Tomografia elétrica: mede a resistividade do subsolo e ajuda a identificar zonas de alteração hidrotermal, mineralizações e a presença de fluidos ou estruturas porosas.
Magnetometria: avalia a intensidade do campo magnético local, sendo útil na identificação de rochas com minerais magnéticos, como a magnetita. Durante o processo de carbonatação, a magnetita se consome, o que altera a assinatura magnética do local.
Sísmica de reflexão/refração: permite modelar a estrutura interna do subsolo com alta resolução, fornecendo informações sobre espessura, densidade e descontinuidades geológicas. É particularmente útil para mapear a continuidade e integridade das formações rochosas profundas.
Ao combinar esses métodos, é possível identificar áreas com serpentinização avançada, estimar profundidade, volume e grau de alteração das rochas. Esse tipo de prospecção é um passo essencial para qualquer projeto de captura de carbono que pretenda operar com segurança e eficácia.
Na região da Toscana, afloramentos de serpentinita vêm sendo estudados como modelos naturais de sequestro de carbono. Ali, estamos analisando como a interação entre fluidos e rochas ocorre naturalmente, e como isso pode ser aproveitado como analogia para armazenamento artificial. A ideia é entender os limites, taxas de reação, alterações mineralógicas e implicações geoquímicas envolvidas.
Além disso, a região é ideal para testar métodos geofísicos em campo, já que oferece afloramentos acessíveis e bem caracterizados. O uso da geofísica, portanto, não é só uma ferramenta auxiliar — é parte do núcleo da investigação.
O armazenamento geológico de carbono é considerado uma das poucas soluções tecnicamente viáveis para reduzir emissões em larga escala no curto a médio prazo, especialmente em setores industriais de difícil descarbonização. Quando feito de forma segura, esse processo remove o CO₂ da atmosfera por milhares ou até milhões de anos, de forma permanente.
Ao utilizar formações rochosas naturais e reações químicas espontâneas, esse método também evita os riscos de vazamentos associados a reservatórios puramente físicos (como cavernas ou poços esgotados).
A geofísica, aliada à geologia e à geoquímica, permite localizar os locais mais promissores para o armazenamento geológico de CO₂. Estudar a serpentinita e sua capacidade de sequestrar carbono de forma natural oferece uma nova perspectiva sobre como a Terra pode fazer parte da solução.
Plantar árvores continua sendo essencial. Mas olhar para o subsolo — e entender como a Terra já captura CO₂ sozinha — pode ampliar nossas estratégias contra a crise climática.
Se você acompanha o Estudando Geofísica, sabe que por trás de cada linha de código, de cada modelo de inversão sísmica ou dado eletromagnético, existe uma paixão que começou anos atrás, ainda na época de graduação na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) em Caçapava do Sul, e que ganhou asas durante o mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Muitas vezes, quem está de fora pensa na Geofísica apenas como laboratórios, softwares complexos e processamento de dados. Mas a verdade é que o escritório de um geofísico pode ser o lugar mais espetacular do planeta.
Recentemente, publiquei um vídeo curto no canal chamado "The reason I became a Geophysicist" (O motivo pelo qual me tornei Geofísico) que resume exatamente o lado mais apaixonante dessa profissão. Se você ainda não viu, deixo o convite para sentir um gostinho da nossa rotina de campo.
A Geofísica como passaporte para o mundo
A pesquisa e a atuação prática em geociências nos levam a cenários que a maioria das pessoas só vê por fotografias. No meu canal do Youtube tenho compartilhado vídeos, de trabalhos realizados em regiões impressionantes ao redor do mundo, onde a escala da natureza nos lembra a importância do que estudamos.
Trabalhar na intersecção entre a ciência e a exploração da Terra significa:
Laboratórios a céu aberto: Trocar as paredes do escritório pelo ar puro das montanhas e vales cobertos de neve, cascaclho, areia..e até mesmo chorume.
Investigação invisível: Utilizar métodos geofísicos na prática (como tomografia de resistividade elétrica, polarização induzida, potencial espontâneo, métodos sísmicos, magnéticos, eletromagnéticos... uffa!) para imagear e entender o que está acontecendo abaixo dos nossos pés, seja mitigando riscos de deslizamentos ou mapeando estruturas geológicas complexas.
Cultura e campo: Lembrar que o trabalho de campo também é feito de trocas culturais e, claro, de uma boa culinária local para repor as energias após longas caminhadas carregando equipamentos.
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) anunciou recentemente a descoberta
da Província Metalogenética do Norte do Estado da Bahia, que abrange áreas com
potencial para vários minerais, como ferro-titânio-vanádio,
níquel-cobre-cobalto, fosfato, ferro, ouro, metais base e terras raras.
A
descoberta, resultado de estudos e levantamentos aerogeofísicos, é estimada em
uma área de 100 km de extensão e pode beneficiar municípios como Pilão Arcado,
Remanso e Campo Alegre de Lourdes com geração de emprego e renda. Além disso, a
CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) pode ser arrecadada, o que
contribuiria para o desenvolvimento socioeconômico da região. A CBPM executará
um programa de sondagem para definir a real potencialidade da província nos
próximos dois anos. A modernização da infraestrutura da CBPM nos últimos cinco
anos e os investimentos em pesquisa mineral colocaram a Bahia na liderança nesse
setor.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, considera a
descoberta uma das maiores da última década e destaca que a chegada de
mineradoras na região será um importante vetor de desenvolvimento para os
municípios. Com a descoberta da Província Metalogenética do Norte do Estado da
Bahia, a expectativa é que o estado se torne ainda mais competitivo no mercado
mineral. A mineração tem grande potencial para gerar empregos e renda, além de
impulsionar o desenvolvimento socioeconômico dos municípios envolvidos. Além
disso, a arrecadação da CFEM, que é uma compensação financeira pela exploração
mineral, poderá contribuir para o desenvolvimento de projetos e investimentos
públicos nas regiões beneficiadas. Com isso, a descoberta da nova província
mineral não apenas fortalece a posição da Bahia no mercado, mas também traz
benefícios para a população local.
É importante destacar o papel da CBPM nesse
processo, que investiu em tecnologia e infraestrutura para realizar estudos e
descobrir novas áreas de potencial mineral na região. A empresa também tem um
papel fundamental no desenvolvimento da mineração na Bahia, contribuindo para a
atração de novos investimentos e o fortalecimento do setor.
A partir do desenvolvimento tecnológico, a produção e consumo
de novos materiais tem aumentado significativamente. No entanto, essa mudança
tem ampliado a capacidade de os seres humanos influenciarem o ciclo geológico
da Terra, tornando-nos capazes de alterar irreversivelmente esses processos.
Parcel das Tartarugas onde as rochas plasticas foram encontradas
A
poluição, especialmente no ambiente marinho, causada principalmente pelo lixo plástico, tem gerado impactos negativos na fauna e flora do
ambiente terrestre. A descoberta realizada durante atividades de mapeamento geológico e posteriormente publicada por pesquisadores de diversas instituições brasileiras, incluindo a Universidade Federal do Paraná (UFPR), no periódico
Marine Pollution Bulletin, da plataforma ScienceDirect (Elsevier). A pesquisa aponta para um fato alarmante: o homem está atuando como agente geológico e ocasionando a geração de novas rochas, a partir da poluição marinha, no Parcel das Tartarugas, região da Ilha da Trindade. Isso é um sinal da nossa crescente interferência nos processos naturais do planeta.
A Ilha da Trindade é uma ilha vulcânica localizada a 1.140 quilômetros
de Vitória (Espírito Santo) e é uma importante reserva marinha do Atlântico
Sul. A região abriga uma grande quantidade de vida marinha, como a tartaruga-verde e os recifes de corais. No entanto, a presença de
plásticos tem afetado gravemente esse ecossistema frágil e único. Sabemos que o lixo plástico tem afetado tanto a fauna como a flora do ambiente marinho,
mas também temafetado diretamente a saúde humana. A ingestão de peixes
contaminados pode causar sérios problemas de saúde, além de afetar a economia
de regiões que dependem da pesca. Além disso, a poluição plástica tem causado
impactos negativos em toda a cadeia alimentar, afetando desde micro-organismos até animais de grande porte.
Depósitos plásticos na orla do Parcel das Tartarugas
Se nada for feito para mudar essa situação, as consequências
para o futuro serão desastrosas. O aumento da poluição plástica pode levar à
diminuição de espécies marinhas, à perda de habitats naturais e ao colapso do
ecossistema marinho como um todo. Além disso, a poluição pode afetar a economia
e a qualidade de vida das pessoas que dependem dos oceanos.
É necessário que todos nós façamos a nossa parte para reduzir
a poluição plástica nos oceanos. É importante que as empresas sejam
responsáveis por seus resíduos, que os governos implementem políticas públicas
para reduzir o uso de produtos plásticos descartáveis e que os indivíduos sejam
conscientes em relação ao seu consumo e descarte de plásticos. Juntos, podemos
trabalhar para proteger e preservar o nosso planeta.
Acontece nos dias 27 e 28 de novembro de 2018 o First EAGE/SBGf Workshop on Least Squares Migration, no Gran Mercure Rio de Janeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Trata-se de um evento da EAGE realizado em conjunto com a SBGf , e que reunirá importantes representantes das empresas de óleo e gás, e serviços geofísicos. Sendo discutido novas tecnologias para melhoria do imageamento de dado sísmico, além de abrir caminho para novos investimentos em técnicas de aquisição sísmica e computação de alto desempenho.
Participantes residentes no Brasil e sócios da SBGf poderão efetuar a inscrição no site:
O Programa de Pós-Graduação em Geofísica do Observatório Nacional (PPGG-ON) torna públicos o regulamento e as datas do processo seletivo para ingresso nos cursos de Mestrado e de Doutorado em Geofísica no primeiro semestre letivo de 2019, de acordo com o edital que se encontra em anexo.
As inscrições estarão abertas no período de 05/10/2018 a 30/11/2018, sendo o processo de seleção será realizado pela Comissão de Pós-Graduação em Geofísica (CPGG). Poderão inscrever-se para o processo seletivo do Mestrado os graduados em curso de nível superior em Geofísica, Geologia, Física, Matemática ou áreas afins (Ciências Exatas e Engenharias), com titulação obtida no Brasil ou no exterior (não é requerida a revalidação oficial do diploma), ou alunos cursando o último semestre letivo desses cursos (devendo ser comprovada a finalização até a data da matrícula, caso aprovados para ingresso).
São elegíveis para ingressar no Doutorado os portadores do título de Mestre em Geofísica, Geologia, Física, Matemática ou áreas afins (Ciências Exatas e Engenharias) Física, Matemática ou áreas afins, com titulação obtida no Brasil ou no exterior (não é requerida a revalidação oficial do diploma). Em casos excepcionais, candidatos que não possuem o título de Mestre poderão inscrever-se no processo seletivo para o Doutorado Direto. O Doutorado Direto, contudo, é recomendado somente aos candidatos que possuem experiência profissional comprovada em Geofísica e artigos científicos publicados em periódicos indexados na área de Geociências. A inscrição no processo seletivo para o Doutorado Direto será submetida à avaliação da CPGG.
Para maiores informações, verificar o edital do processo seletivo (também disponível em http://www.on.br/index.php/pt-br/conteudo-do-menu-superior/34-acessibilidade/166-processo-seletivo.html), ou contatar a comissão através do e-mail cpgg@on.br.
Oziel Araújo, geofísico pela Universidade Federal do Pampa, mestre em Geologia pela Universidade Federal do Paraná.
A Petróleo Brasileiro S.A. abre processo de Seleção Pública de Projetos Sociais e Ambientais 2018, para compor a carteira de projetos do Programa Petrobras Socioambiental.
São diversas linhas de atuação abrangendo biodiversidade, florestas e clima, água, direitos da criança e do adolescente, educação, e esporte.
Para esta seleção serão destinados até R$ 180 milhões, por um período de 24 meses. Podem ser inscritos projetos que solicitem recursos entre R$ 500 mil e R$ 6 milhões para execução em um período de 24 meses.
Serão aceitas inscrições de projetos de entidades privadas sem fins lucrativos que componham o terceiro setor, legalmente constituídas e administradas segundo as leis brasileiras e organizadas em prol de interesses coletivos previstos no escopo das linhas de atuação desta seleção.
As inscrições estarão abertas até 23:59 de 04 de maio de 2018 e deverão ser realizadas exclusivamente pelo site www.petrobras.com.br/socioambiental.
Acesso ao regulamento: http://sites.petrobras.com.br/socioambiental/files/pdf/REGULAMENTO-SELECAO-PUBLICA-2018.pdf
Foi divulgado nesta quinta-feira, 8, o edital do concurso Petrobras. A seleção é para vagas imediatas e formação de cadastro de reserva, sendo organizado pela Fundação Cesgranrio. As remunerações iniciais variam de R$3.745 a R$10.726.
Os candidatos aos cargos de nível superior têm 61 chances imediatas e 305 para ficar no banco de reserva. São diversos polos disponíveis, em âmbito nacional como também em diversos estados: Minas Gerais, Sergipe, Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.
Das oportunidades para nível superior, 48 são para ampla concorrência dez para negros e três para deficientes. Todas são para provimento imediato. Além disso, será formada um grande cadastro de reserva para convocação durante todo a validade do concurso. Dentre algumas das vagas seguem:
As provas objetivas serão realizadas no dia 8 de abril nas cidades de Aracaju - SE, Belém - PA, Belo Horizonte - MG, Brasília - DF, Campinas - SP, Campo Grande - MS, Curitiba - PR, Florianópolis - SC, Fortaleza - CE, Goiânia - GO, João Pessoa - PB, Macaé - RJ, Maceió - AL, Manaus - AM, Mauá - SP, Natal - RN, Porto Alegre - RS, Recife - PE, Rio de Janeiro - RJ, Salvador - BA, Santos - SP, São José dos Campos - SP, São Luís - MA, São Mateus - ES, São Mateus do Sul - PR, São Paulo - SP e Vitória - ES.
Inscrições:08/02 a 05/03/2018
Provas objetivas: 08/04/2018
Se você imagina a rotina de um geofísico apenas analisando dados em um escritório climatizado, os bastidores de um trabalho de campo nas mon...
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Métodos Potenciais
Gravimetria - Magnetometria
As variações das medidas gravimétricas no campo gravitacional terrestre são causados por diferenças na densidade das rochas. Logo, sua variação é de ponto a ponto. A gravimetria foi extensivamente usada em pesquisas de hidrocarbonetos no século XX, embora ainda seja amplamente usada na exploração de hidrocarbonetos, atualmente outras aplicações têm ganhado destaque. O desenvolvimento da intrumentação aéreo-gravimétrica possibilitou a mudança mais dramática na exploração gravimétrica.
Os métodos sísmicos foram desenvolvidos diante dos pioneiros estudos acerca das placas tectônicas em meados da metade do século XIX. Mas foi apartir da 1ª Guerra Mundial que o desenvolvimento no método de refração sísmica se tornou significativo, onde foram realizadas pesquisas para desenvolver métodos que ajudassem a encontrar locais que pudessem esconder armamentos. Por outro lado, os avanços computacionais em 1980 possibilitou o desenvolvimento da sísmica de reflexão.
Métodos de resistividade elétrica foram desenvolvidos ainda no século XIX, mas começaram a ser amplamente utilizados apartir dos anos de 1970 consoante aos avanços computacionais no processamento e análise de dados. As técnicas de resistividade têm sido utilizadas em pesquisas de água subterrânea, monitoramento de plumas de contaminação, nas investigações localização de cavidades, fraturas e até mesmo na arqueologia.
A demanda por petróleo no século XVIII exigiu técnicas correlatas para maior economia e redução do custo exploratório. Embora naquela época tornava-se cada vez mais fácil perfurar poço, tornava-se difícil avaliar quais seriam as camadas potencialmente produtoras de hidrocarbonetos. Os testes de formação para avaliação da capacidade produtiva eram realizadas sem fundamentação científica, apenas com a "achologia."
Doutor em Geociências pela Università di Parma; Mestre em Geologia pela Universidade Federal do Paraná, e Geofísico pela Universidade Federal do Pampa
Gerencio e executo projetos de Água Subterrânea, Meio Ambiente, Construção Civil, Mineração, Arqueologia.
Consultoria Geofísica
+ Água Subterrânea
Avaliação da vulnerabilidade de aquíferos; caracterização de aquíferos, delimitação de aquíferos.
Consultoria Geofísica
+ Meio Ambiente
Detecção de plumas poluidoras em lixões e aterros sanitários; delimitação de cunhas salinas; detecção de vazamentos e hidrocarbonetos em postos de combustíveis, detecção e delimitação de contaminação em áreas de mineração e áreas industriais.
Consultoria Geofísica
+ Mineração
Delimitação de corpos mineralizados em profundidade; determinação da profundidade do topo rochoso e da espessura do capeamento superficial; caracterização de tipos litológicos em subsuperfície; elaboração de modelos geofísicos/geológicos do subsolo.
Consultoria Geofísica
+ Construção Civil
Detecção de zonas de fraturas na avaliação de locais para reservatórios (barragens); detecção da profundidade da rocha sã e espessura de solos; determinação de profundidade e espessura de argilas moles; detecção de cavidades em subsuperfície; verificação de instabilidade de taludes.
Contato
Oziel Araújo
Istituto Nazionale di Oceanografia e Geofisica Sperimentale
Trieste, Italia +39 334 233 5776
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