Unicamp oferece curso on-line gratuito de programação em processamento de imagens

 
Estão abertas, até 27 de fevereiro, as inscrições para o curso de difusão tecnológica “Laboratório de introdução ao processamento de imagens e reconhecimento de padrões utilizando a linguagem Python e biblioteca Numpy”, uma iniciativa da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o apoio da Escola de Extensão da Unicamp (Extecamp).  

O curso está em sua quarta edição, é on-line, gratuito e está aberto a todos os interessados. 

Os objetivos do evento são aprimorar as habilidades de programação dos alunos usando o modelo de programação matricial, evitando o uso de comandos explícitos de laço, e apresentar conceitos práticos de processamento de imagens e reconhecimentos de padrões. 

O curso também visa difundir o uso do pacote numérico Numpy e propiciar um ambiente moderno de aprendizagem teórico-prática de programação matricial utilizando a plataforma colaborativa Adessowiki. 

“O curso é oferecido em cinco módulos. Dados e ambiente de programação permanecem na nuvem, bastando ao aluno utilizar um navegador e uma conexão de internet de boa qualidade. Além disso, a possibilidade de análise e leitura de programas feitos pelos colegas permite maior interação e aprendizado coletivo”, disse o professor responsável, Roberto Lotufo. 

O curso será ministrado entre 1º de março e 11 de abril. Inscrições e mais informações podem ser encontradas em 


http://adessowiki.fee.unicamp.br/adesso-1/.


Fonte: Agência FAPESP

Oziel Araújo
Oziel Araújo, graduando em Geofísica pela Universidade Federal do
 Pampa - Caçapava do Sul, Brasil.

Calendário de Cursos Públicos Geosoft 2015

 

Cada um tem seu estilo único de aprendizado, cronograma e orçamento. É por isso que a Geosoft desenvolveu uma variedade de treinamentos, que podem ser presenciais ou online. Também desenvolveu, juntamente com sua equipe, treinamentos personalizados que atendam às necessidades individuais.

Para 2015 foi lançado o Calendário de Cursos Públicos Geosoft. 


As vagas são limitadas, e para maiores informações entrar em contato: info.sa@geosoft.com




Estudantes possuem desconto no valor da inscrição. 

Fonte: Geosoft Brasil



Oziel Araújo
Oziel Araújo, graduando em Geofísica pela Universidade Federal do
 Pampa - Caçapava do Sul, Brasil.

O segundo núcleo da Terra

 


Não um, mas dois núcleos. Um interno ao outro: o núcleo da Terra revela um segredo surpreendente e as ondas sísmicas provocadas dos terremotos se tornam um instrumento de pesquisa do grupo Sino-Americano, publicado na Nature Geoscience. 

Utilizar as ondas sísmicas produzidas no trajeto de um terremoto para estudar a parte interna do  núcleo terrestre. Essa é a ideia que guia a pesquisa de Tao Wang, Xiadong Song e Han  Xia, três pesquisadores das Universidades de Nanchino (Institute of Geophysics and Geodynamics, State Key Laboratory for Mineral Deposits Research, School of Earth Sciences and Engineering) e autores  de Illinois.

A estrutura e o comportamento do núcleo interno do planeta que habitamos pode ser bem mais complexa  do que havíamos imaginado. Dois núcleos, um interno ao outro, com características que se confirmadas poderão abrir novos cenários nas informações e o desenvolvimento do nosso planeta.

Havendo dimensões inferiores àquelas da Lua, por exemplo, o núcleo interno-interno da Terra apresenta características completamente diferentes daquele núcleo sólido  de ferro que imaginávamos. Os cristais de ferro se separariam ao estrato externo do núcleo e seriam alinhados direcionalmente segundo as direções Norte-Sul. Diferente do núcleo interno: alinhado perpendicularmente nas direções Leste-Oeste e provavelmente composto de um cristal diferente do ferro.

Nos encontramos exatamente no centro da Terra, muito mais além do que Jules Verne pudesse imaginar. Para chegar a esta profundidade os pesquisadores chineses se serviram das ondas sísmicas geradas dos terremotos. Como em âmbito da medicina, os médicos se servem do ultrassom para ver ao interno do corpo do paciente, no âmbito da geociência, os geofísicos têm conseguido executar uma varredura do planeta utilizando os dados recolhidos a partir de terremotos. 

Leia mais em  Estadão.



Oziel Araújo
Oziel Araújo, graduando em Geofísica pela Universidade Federal do
 Pampa - Caçapava do Sul, Brasil.


Programa de Estágio Petrobras - 2015

 
 Se você é estudante de nível médio, técnico ou superior poderá vivenciar nosso dia a dia.
O Processo de Recrutamento e Seleção de Estagiários destina-se ao preenchimento de vagas nos níveis médio, técnico e superior, em várias cidades do Brasil. 
Haverá etapas de Testes online - Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Conhecimentos Gerais -  Entrevistas e Exame Admissional. O estágio tem duração de até dois anos.




ESTÁGIO PETROBRAS 2015



Oziel Araújo
Oziel Araújo, graduando em Geofísica pela Universidade Federal do
 Pampa - Caçapava do Sul, Brasil.



IV Semana Acadêmica de Geofísica da UFF

 
Acontecerá a IV Semana Acadêmica de Geofísica da UFF nos dias 23 a 27 de março de 2015 no Instituto de Geociências. 

A Semana Acadêmica de Geofísica terá duração de 5 dias, e serão distribuídos em palestras e mini-cursos ministrados por profissionais da geofísica buscando preencher todas áreas da ciência, divulgar o curso e estimular a entrada de novos alunos na universidade. 

O objetivo mais uma vez será apresentar ao aluno, principalmente da graduação, as diversas aplicações da geofísica no mercado de trabalho, contribuindo além da sua formação técnica, mas também o encorajando a seguir a ciência. Outro objetivo é esclarecer possíveis dúvidas dos novos alunos a respeito do mercado de trabalho e futuros projetos na universidade através de uma mesa redonda composta por ex-alunos e palestras de profissionais com vasta experiência na área.



Maiores informações:









Oziel Araújo
Oziel Araújo, graduando em Geofísica pela Universidade Federal do Pampa -
 Caçapava do Sul, Brasil.


Download de dados geoespaciais

 
Muitas das vezes quando precisamos daquela imagem LANDSAT, ou de um shapefile específico, sempre recorremos ao Google e aos poucos sites de governos de vários países.
É uma atividade cansativa e muitas das vezes não conseguimos aquelas imagens nem arquivos vetoriais desejados. Admitindo esse problema Carvalho e Di Maio (2009) resumiram uma lista de sites que fornecem downloads de graça de .shp e imagens matriciais.

Quantum GIS

 
Quem trabalha com softwares coorporativos de SIG sempre encontra aquela barreira na licença ou aquela dependência do software estar instalado num único computador, e às vezes, o usuário precisa somente de uma funcionalidade simples para completar seu trabalho. Dentro dessas dificuldades, o QGIS se apresenta como uma ótima solução. O QGIS cumpre com primazia seu papel para quem trabalha com layouts de mapa, álgebra básica de mapas, mapas de localização e geoprocessamento em geral.

Transformada de Fourier

 
Ainda esta semana estivemos  tentando encontrar um jeito diferente (e infelizmente menos confiável) de extrair a Anomalia Bouguer Residual (ABRd) da Anomalia Bouguer Total (ABT), eis que veio o ajuste polinomial na plataforma Surfer e a digitalização (ponto a ponto equidistantes) da curva desse polinômio, a Anomalia Bouguer Regional (ABRg). No entanto, a ABT quando extraída da plataforma Global Mapper, possuía 1025 pontos de amostragem, enquanto aquela digitalizada no Surfer apenas 54, tendo então um vetor de size 1025 (ABT) e outro de 54 (ABRg). Resumindo, desse jeito a extração da ABRd da ABT não seria nada amigável. Foi então necessário utilizar o MATLAB para interpolar esses pontos que faltavam no vetor de ABRg.

Após interpolação e efetuada a operação (ABRd = ABT - ABRg ), eu me perguntei "PRA QUE ISSO?, onde é que tá Fourier?"

Figura 1. Pra que isso?


Esse trabalho nem tão confiável poderia ter sido simplificado apenas com a aplicação da chamada Transformada de Fourier. Justo, devido ao fato de que, para nós da Geofísica, as n-Transformadas são rezas/orações diárias.

Mas... o que são essas ditas Transformadas, e o que é essa Transformada de Fourier?


Figura 2. Você está fazendo isso errado.

Primeiramente, Fourier era um cara um tanto esperto, isso sem sombra de dúvidas.  Jean-Baptiste Joseph Fourier era um físico-matemático francês que morreu em 1830. Aqui tem um pouco da vida dele.

Quando estudamos Operadores Lineares e suas Transformações Lineares em Álgebra Linear ( com todos os seus conceitos de função entre dois espaços vetoriais e afins) chegamos ao final para descobrir que  essas operações têm por objetivo sair de um espaço para o outro basicamente, isto é, de um domínio para um contradomínio. MUDAR SEU PONTO DE VISTA! (Guarde isso).

A Transformada de Fourier é um dos artifícios matemáticos mais bem aplicados, isso porque suas aplicações estão presentes nos diversos campos que vão desde a "simples" compressão de uma imagem formato .jpeg à física quântica. Fourier mudou o ponto de vista dele e ajudou muita gente a mudar também.

Acredito que seja um bom exemplo, quando na aquisição sísmica damos um shot e logo o barulho  da marreta acertando a placa metálica chega aos nossos ouvidos. Quando a marreta acerta a placa, faz-se com que haja vibração e deslocamento do ar que está ao redor. O ar "fica saltando" para lá e para cá numa dança periódica, em torno de uma frequência Y (exemplo melhor seria com um diapasão ao invés da marreta e a placa). Mas digamos que essa frequência de vibração, o som, pudesse ser vista, e o que se veria, seria na realidade uma curva ondulada com uma aproximação mega-exagerada de uma senoide assim:
Figura 3. Aproximação exagerada da curva

Agora, se ao invés de uma única marretada na placa, fosse algo do tipo com 4 marretadas:



A onda sonora que se sente não é nada aconchegante, e novamente a aproximação exagerada, para essas 4 marretadas poderia ser algo assim:

Figura 4. Bagunça do sinal recebido.
A soma de cada marretada traria o registro dessa última bagunça de sinal no final. Aí está a questão. No dia a dia temos como resposta de sinal essa bagunça apenas. A Transformada de Fourier permite que mudemos nosso ponto de observação, permite que saiamos de um espaço para o outro, porém, toda vez que fazemos essa mudança, vem o tio Heisenberg e faz um adicional de incerteza, deixando a visão embaçada, turva (mas isso é outra conversa).

Figura 5.  Didática de Fourier e a incerteza, mudança do ponto de vista

Dessa forma analisando, por exemplo, um espectro de amplitude, vemos onde se tem maior concentração de energia ou não, e podemos  fazer o bom uso da ferramenta da Transformada de Fourier.

Matematicamente falando (e resumidamente)... É preciso ter em mente o que se conhece como Série de Fourier ( 2pi vs 2L).

Na Figura 6 temos uma função que descreve uma onda quadrada com período igual a 2pi ou 2L, quando isso acontece, é a chamada Série de Fourier (você pode aprender aqui com a tia Ketty Abaroa ). Os índices an e bn são mais fáceis de serem compreendidos (visualmente) numa onda senoidal... mas voltando à Figura 5, vemos no domínio da frequência cada espectro e suas respectivas contribuições, para o espectro total de energia. Portanto, na segunda imagem da Figura 5, quanto mais ondas estão sendo adicionadas\ somadas, mais a resposta resultado do Somatório se aproxima do registrado no Domínio T, esse somatório de an e bn é Série de Fourier.

Figura 6. Série de Fourier.


Quando nos deparamos com funções não-periódicas, saímos da Série de Fourier para a Integral de Fourier em termos de funções simples seno e cosseno.


Figura 7. Integral de Fourier


E novamente, os coeficientes A(w) e B(w) assumem a importância nos momentos de se analisar a contribuição de cada frequência w para o espectro total da energia da função investigada. O gráfico de (A(w) + B(w) em função de w é o chamado espectro de amplitude. O gráfico de (|A(w)|² +|B(w)²) em função de w, é o espectro de potência.

Substituindo os coeficientes A(w) e B(w) na Integral de Fourier, tem-se:

Figura 8. Integral de Fourier e os coeficientes.


Pode-se ainda reescrever de tal maneira da Figura 9 e 10.

Figura 9. Reescrita da função trigonométrica

Figura 10. Reescrita da função em Euler

Pode-se reescrever ainda em função da Forma Complexa da Integral  de  Fourier (Figura 11)

Figura 11. Forma Complexa da Integral  de  Fourier 
Voltando ao meu problema inicial, extraí os dados da plataforma do Global Mapper e fui mudar meu ponto de vista no MATLAB. Bastou analisar o espectro de potência da Figura 12, de modo que as frequências que considerei baixas foram até 13.4*10^(-4) rad/s representando a ABRg e as frequências altas aquelas acima de 13.4*10^(-4) rad/s representando ABRd, e plotado conforme Figura 13.


Figura 12. Análise espectro de potência

Figura 13. Filtragem através de Transformada de Fourier

A filtragem por meio da Transformada de Fourier (do meu ponto de vista) foi mais cautelosa. Guardou aquela frase? Se depois disso tudo você é capaz de também mudar seu ponto de vista em relação aos seus problemas, parabéns.

Faça 3 cortes e  distribua 8 pedaços de queijo, afinal você está com a faca e o queijo nas mãos.








Oziel Araújo
Oziel Araújo, graduando em Geofísica pela Universidade Federal do Pampa - Caçapava do Sul, Brasil. Possui particular interesse no uso dos métodos sísmicos.



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