Dois equipamentos, um dique: calibrando o eletromagnético com a tomografia elétrica

Intrusões de areia deixam os diques instáveis. O eletromagnético (EM) é ótimo para varrer quilômetros, mas seus valores de condutividade precisam de calibração. Neste trabalho no congresso do GNGTS comparamos dois equipamentos usando a tomografia elétrica como referência.

Seções EM antes e depois da calibração, comparadas com a ERT.

Seções EM antes e depois da calibração, comparadas com a ERT.

Os resultados

  • O CMD-Explorer deu excelente detalhe raso; o DUALEM-642 foi melhor em profundidade.
  • Comparando curvas EM calculadas a partir da ERT e medidas, obtivemos valores de deslocamento (shift) para calibrar os dados.
  • Esses valores podem ser usados em levantamentos maiores perto da área de teste, mesmo sem ERT ou sondagens.
💡 Projeto DILEMMA (Ministero dell’Ambiente, 2018–2020): imageamento, modelagem e monitoramento de diques de terra.
📄 Trabalho em congresso
O. S. Araújo, F. Bocchia, R. G. Francese, M. Rossi, S. Picotti, M. Giorgi. Calibration and comparison of electromagnetic data based on electrical resistivity tomography in levee context. 41º Convegno Nazionale GNGTS, p. 962–969, 2023.
Atas do GNGTS 2023

Oz Araújo

Geofísico e pesquisador em geofísica aplicada: eletrorresistividade, métodos eletromagnéticos e água subterrânea. Escreve o Estudando Geofísica desde 2012.

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