Uma soma simples que limpa o ruído: o DNM no aquífero cárstico
No carste, a água corre por fraturas e cavidades, e um poço pode sair seco a poucos metros de outro produtivo. Neste trabalho testei uma técnica pouco conhecida, o Método Diferencialmente Normalizado (DNM), para enxergar melhor o aquífero.
Seção de resistividade com a assinatura do aquífero cárstico.
O que fizemos
Um caminhamento elétrico dipolo-dipolo de 520 m, com eletrodos a cada 20 m, medido nos sentidos normal e reverso, numa área cárstica cortada por um dique de diabásio. Daí saíram os modelos 2D de resistividade e cargabilidade e o modelo qualitativo do DNM.
O que encontramos
- O DNM destacou as anomalias condutoras do aquífero e detectou as bordas dos dois lados.
- A soma das respostas DNM cancelou os efeitos das heterogeneidades rasas.
- Basta medir também o dipolo-dipolo reverso: a técnica é simples de aplicar em campo.
💡 Não substitui os métodos convencionais: complementa e reduz a ambiguidade da interpretação.
📄 Trabalho em congresso
O. S. Araújo, E. C. Hindi, A. Rigoti, F. H. Rigoti. Potencialidade do Método Diferencialmente Normalizado para investigação de aquífero cárstico. Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (ABRH), 2017.
O. S. Araújo, E. C. Hindi, A. Rigoti, F. H. Rigoti. Potencialidade do Método Diferencialmente Normalizado para investigação de aquífero cárstico. Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (ABRH), 2017.
Oz Araújo
Geofísico e pesquisador em geofísica aplicada: eletrorresistividade, métodos eletromagnéticos e água subterrânea. Escreve o Estudando Geofísica desde 2012.
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