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sábado, 5 de janeiro de 2013

On 07:43 by Oziel Araujo in ,    Sem comentários

Nos próximos anos o desenvolvimento de óleo de xisto nos Estados Unidos, Brasil e Canadá,  vai alterar a hierarquia dos principais produtores do ouro negro, de maneira que também mudará os fluxos comerciais mais importantes do planeta.

Segundo Antoine Halff, responsável pelo acompanhamento do mercado de petróleo, no âmbito da Agência Internacional de Energia (AIE), e amplamente compartilhado pelos especialistas do setor, categoricamente, afirmam que o mapa
petrolífero do mundo vai mudar completamente. Isso se deve ao fato de os Estados Unidos, durante o ano de 2012, ter aumentado sua produção petrolífera. 

De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, a produção de petróleo bruto nos Estados Unidos aumentou em 800 mil barris por dia (b/d) em 2012, um aumento dramático de 14%. Em 2013, 700 mil b/d também devem ser adicionados para aumentar a produção média anual para 7,1 milhões de barris por dia (mb/d). Ao adicionar todos "líquidos", isto é, petróleo bruto, óleos extraídos de campos de gás e biocombustíveis líquidos, os dados estatísticos da Agência de Informação de Energia (EIA) apontam que os Estados Unidos já ultrapassaram a Arábia Saudita! A EIA por sua vez anunciou, no seu relatório sobre as perspectivas anual divulgado em novembro, que os Estados Unidos poderiam até mesmo se tornar o maior produtor de petróleo do mundo em 2017. 

Estima-se que as importações americanas de petróleo do Oriente Médio será praticamente zero. Esta grande mudança se deve ao uso de óleos retidas na rocha, também conhecido como óleo de xisto, o que se segue na sequência da rotação do gás de xisto terá um impacto sobre o mercado mundial de ouro negro, mas também sobre o geopolítica.

Entusiasmado,  Barack Obama em uma entrevista a revista Time, 19 de dezembro de 2012, disse que os Estados Unidos vão se tornar um exportador de energia, graças às novas tecnologias, e também por aquilo que fazem com o gás natural e o petróleo. 


Brasil e Iraque, futuros gigantes.


A Arábia Saudita tem reservas suficientes e de fácil acesso para permanecer o maior exportador do mundo. Apesar da incerteza sobre a segurança e meio ambiente para os investidores, o Iraque vai se tornar um grande jogador, com uma produção forte. 

Fora da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o mapa global será redesenhado com o surgimento de Canadá e Brasil. A gigante da América Latina prevê para este ano de 2013 o começo da extração de quantidades significativas de seus depósitos subaquáticos enterrados sob uma camada de sal. De maneira geral, a indústria offshore através das suas regiões mais promissoras (além do Brasil, África Ocidental, no Golfo do México, Austrália e Malásia) assumirá lugares cada vez mais importantes na produção mundial de petróleo, cerca de 16% até 2015, contra um pouco mais de 10% hoje. Conseqüência dessas mudanças na produção, os fluxos de comércio também estão remodelando o planisfério do petróleo. 

FONTE: bourse.lefigaro.fr acesso 03/01/2013

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